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A ciência encontrou um padrão inesperado do porque algumas pessoas parecem mais jovens aos 70 anos

A ciência encontrou um padrão inesperado do porque algumas pessoas parecem mais jovens aos 70 anos
O segredo para envelhecer bem pode estar menos na genética e mais nas escolhas feitas ao longo da vida, apontam estudos sobre longevidade e envelhecimento saudável © Katia Ribeiro

Conhecer alguém que passou dos 70 anos e ostenta uma disposição invejável não é mero acaso. Essas pessoas caminham rápido, mantêm a mente afiada e aparentam uma idade biológica muito menor do que a registrada na carteira de identidade.

Durante décadas, a explicação mais comum para esse fenômeno era a herança genética. Se os pais envelheceram bem, o filho teria a mesma sorte.

No entanto, pesquisas recentes mostram que a genética representa apenas uma pequena fatia dessa equação. O verdadeiro segredo reside nas escolhas acumuladas ao longo do tempo.

O envelhecimento sob a ótica da ciência brasileira

Um estudo conduzido pelas pesquisadoras Ilka Nicéia Teixeira e Anita Liberalesso Neri, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e publicado na revista Psicologia USP, revoluciona a forma como o envelhecimento é compreendido no país.

As autoras apontam que o envelhecer bem depende de uma construção em múltiplas dimensões. Não basta apenas a ausência de doenças físicas; a saúde psicológica, o convívio social e a percepção individual sobre a vida pesam na balança com a mesma força.

Dois indivíduos com a exata mesma idade cronológica podem viver realidades opostas: enquanto um preserva a autonomia e o interesse pelo mundo, o outro pode vivenciar a perda precoce de independência e o isolamento.

O padrão identificado em quase 1.800 idosos

Outra pesquisa relevante, publicada na Revista de Saúde Pública, mapeou as características em comum de 1.750 idosos (entre 60 e 107 anos) no norte de Minas Gerais.

Conduzido por uma equipe de especialistas — incluindo pesquisadores da área de geriatria e saúde coletiva —, o estudo identificou que as pessoas com a melhor qualidade de vida e aparência mais jovem compartilhavam o mesmo conjunto de fatores:

  • Prática regular de atividades físicas simples: caminhadas diárias e dança surgem como os principais estimulantes do corpo e da mente.
  • Preservação da autonomia: capacidade de realizar as tarefas diárias sem depender de terceiros.
  • Visão positiva da própria saúde: a forma como a pessoa enxerga o próprio corpo impacta a longevidade.
  • Saúde mental em dia: ausência de quadros depressivos e manutenção das funções cognitivas ativas.

A conclusão dos cientistas é direta: nenhum hábito isolado faz milagres. O que garante a vitalidade na terceira idade é a combinação consistente dessas escolhas no dia a dia.

“Muito além da diversão, a dança reúne estímulos físicos, mentais e sociais que podem favorecer a saúde e a longevidade ao longo da vida.” — Oliveira et al.

O poder da dança e do movimento constante!

Movimentar o corpo vai além da estética ou do fortalecimento muscular. Práticas como a dança, por exemplo, combinam exercício aeróbico, coordenação motora, estímulo cognitivo e interação social ao mesmo tempo.

Essa soma de estímulos reduz os níveis de estresse, melhora a circulação e preserva as conexões neurais. O resultado é um organismo mais resistente ao desgaste natural do tempo.

Envelhecer com saúde e aparência jovem não é um bilhete premiado na loteria genética. É um processo contínuo de manutenção do corpo e da mente que pode, e deve, ser iniciado em qualquer fase da vida.

@jumarconatooficial

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♬ som original – jumarconato
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