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Autoestima baixa: As 2 reflexões poderosas de filósofos consagrados que podem te trazer uma nova visão sobre amor-próprio

Séculos atrás, Sócrates e Marco Aurélio já refletiam sobre a essencia da vida, e as lições deles continuam transformando nossa forma de pensar até hoje. © Studio Katia Ribeiro

Em algum momento da vida, quase toda mulher já questionou o próprio valor. Será que a autoestima depende da aparência? Do reconhecimento dos outros? Das conquistas profissionais? Ou ela nasce da forma como você escolhe olhar para si mesma? A filosofia vem refletindo sobre essas perguntas há milhares de anos e, embora não ofereça respostas prontas, convida a enxergar a própria existência sob uma nova perspectiva. Talvez a questão não seja “como posso ser suficiente?”, mas “quem definiu o que significa ser suficiente?”.

Sócrates acreditava que o autoconhecimento era o primeiro passo

O filósofo grego Sócrates ficou conhecido pela máxima “Conhece-te a ti mesmo”. Embora a frase tenha origem no Templo de Apolo em Delfos, ela se tornou um dos pilares de seu pensamento. Para Sócrates, conhecer a si mesma era indispensável para viver uma vida mais plena e consciente. Mas como desenvolver amor-próprio sem antes compreender quem você realmente é? Quantas das críticas que você faz a si mesma nasceram de comparações ou expectativas impostas pela sociedade? Será que você conhece suas qualidades com a mesma profundidade com que conhece suas inseguranças?

Para Marco Aurélio, o valor pessoal não depende da opinião dos outros

Séculos depois, Marco Aurélio escreveu, em sua obra Meditações, que nossa paz depende muito mais da forma como interpretamos os acontecimentos do que dos acontecimentos em si. Essa reflexão continua extremamente atual. Afinal, por que permitir que um comentário negativo defina sua autoestima? Por que entregar sua felicidade ao julgamento de pessoas que nem sempre conhecem sua história? O estoicismo propõe que você concentre energia apenas naquilo que está sob seu controle: seus pensamentos, atitudes e escolhas… deixando de lado a necessidade constante de aprovação externa.

A psicologia mostra que a autoestima pode ser fortalecida

Na psicologia, a autoestima é entendida como a avaliação que cada pessoa faz de si mesma. O psicólogo Morris Rosenberg, criador da Escala de Autoestima de Rosenberg, mostrou que a percepção sobre o próprio valor influencia relacionamentos, desempenho profissional e bem-estar emocional. Já pesquisas da psicóloga Kristin Neff indicam que desenvolver autocompaixão pode reduzir a autocrítica excessiva e favorecer uma autoestima mais saudável.

Algumas atitudes que podem fortalecer a autoestima são:

  • Evitar comparações constantes, principalmente nas redes sociais.
  • Praticar a autocompaixão diante dos próprios erros.
  • Reconhecer as suas pequenas conquistas do dia a dia.
  • Cultivar relações que ofereçam apoio e respeito.
  • Estabelecer limites saudáveis em relacionamentos.
  • Praticar atividades que proporcionem sensação de competência e prazer.
  • Cuidar da saúde física por meio de alimentação equilibrada, sono e exercícios.

Quando a baixa autoestima é profunda, buscar ajuda faz diferença!

Em algumas situações, a baixa autoestima está relacionada a experiências traumáticas, ansiedade, depressão ou padrões de autocrítica construídos ao longo da vida. Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar a identificar essas origens e desenvolver maneiras mais saudáveis de enxergar a si mesma. Dependendo da avaliação clínica, o acompanhamento com um psicólogo e, quando necessário, um psiquiatra pode ser fundamental para promover mudanças duradouras.

Além da terapia, algumas leituras podem contribuir para ampliar a reflexão sobre amor-próprio e autoconhecimento:

  • A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown.
  • Autocompaixão, de Kristin Neff.
  • Os seis pilares da autoestima, de Nathaniel Branden.
  • Meditações, de Marco Aurélio.

Desenvolver autoestima não significa sentir-se confiante o tempo todo, mas aprender a reconhecer o próprio valor mesmo nos momentos de dificuldade. A filosofia ensina a questionar crenças limitantes, enquanto a psicologia oferece ferramentas para transformá-las. Quando esses dois caminhos se encontram, fica mais fácil construir uma relação mais gentil, consciente e verdadeira com você mesma.

Desenvolvimento: Yasaf
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