
Como jornalista, pesquisar temas relacionados à psicologia é essencial tanto para a minha profissão, quanto para a minha vida pessoal, e com isso, se torna inevitável também compreender como a baixa autoestima surge e de que forma ela pode ser fortalecida.
Segundo Morris Rosenberg, a autoestima é a avaliação que fazemos do nosso próprio valor, enquanto Nathaniel Branden explica que ela é construída ao longo das experiências e da maneira como interpretamos sucessos e fracassos.
Compreender essas explicações é o primeiro passo para desenvolvermos uma relação mais saudável conosco. A partir desses estudos, especialistas apontam quatro pilares fundamentais que ajudam a fortalecer a autoestima, promovendo mais confiança, equilíbrio emocional e segurança para enfrentar os desafios da vida pessoal e profissional.
Quais áreas da vida são mais afetadas?
Quando a autoestima está fragilizada, ela costuma influenciar muito mais do que a forma como nos vemos no espelho. A insegurança passa a interferir em decisões, relacionamentos e até na maneira como enfrentamos novos desafios.
As áreas mais impactadas costumam ser:
- Relacionamentos afetivos.
- Vida profissional.
- Estudos e desenvolvimento pessoal.
- Saúde mental.
- Vida social.
- Autoconfiança.
- Capacidade de tomar decisões.
Os quatro pilares da autoestima saudável
Embora existam diferentes abordagens na psicologia, quatro pilares aparecem como fundamentais para fortalecer a autoestima:
- Autoconhecimento: compreender emoções, qualidades e limitações.
- Autoaceitação: reconhecer imperfeições sem deixar que elas definam quem você é.
- Autoconfiança: acreditar na capacidade de aprender e superar desafios.
- Autorespeito: estabelecer limites e agir de acordo com seus próprios valores.
Quando esses pilares se fortalecem juntos, a autoestima tende a se tornar mais sólida e equilibrada.
Quais atitudes estudos da área de psicologia sugerem para fortalecermos esses quatro pilares?
O desenvolvimento da autoestima acontece aos poucos. O autoconhecimento cresce quando refletimos sobre nossos comportamentos, enquanto a autoaceitação surge ao abandonarmos a busca pela perfeição. Já a autoconfiança aumenta cada vez que enfrentamos desafios e adquirimos novas experiências, e o autorespeito se fortalece quando aprendemos a impor limites saudáveis e cuidar das próprias necessidades.
A psicologia mostra que autoestima não significa sentir-se superior aos outros, mas reconhecer o próprio valor de forma realista.
Quer aprender dicas simples e práticas para fortalecer sua autoestima no dia a dia? Assista ao vídeo da psicóloga Mari, que compartilha orientações valiosas para desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo. E, se gostar do conteúdo, siga o perfil @psi.marianna no TikTok para acompanhar mais dicas sobre autoestima.

Como transformar esses pilares em hábitos diários?
A autoestima não se transforma em um único momento de coragem, nem nasce de grandes conquistas. Ela é moldada, silenciosamente, nas escolhas que fazemos quando ninguém está olhando: na forma como falamos conosco após um erro, no respeito aos nossos próprios limites e na decisão de continuar, mesmo quando o progresso parece pequeno. São esses gestos cotidianos, quase imperceptíveis, que aos poucos redefinem a maneira como nos enxergamos. Com o tempo, aquilo que antes exigia esforço passa a fazer parte de quem somos. É por isso que cultivar a autoestima não significa buscar a perfeição, mas construir, dia após dia, uma relação mais gentil, consciente e verdadeira consigo mesmo.
Alguns hábitos que ajudam são:
- Evitar comparações constantes.
- Reconhecer pequenas conquistas.
- Praticar um diálogo interno mais gentil.
- Cuidar da saúde física e emocional.
- Aprender a dizer “não” quando necessário.
- Desenvolver novas habilidades.
- Celebrar o progresso em vez da perfeição.
A maneira como você se enxerga também influencia a forma como os outros respondem
Pesquisas mostram que autoestima e relações sociais estão diretamente ligadas. O psicólogo Mark R. Leary, criador da Teoria do Sociômetro, explica que pessoas com autoestima mais saudável costumam demonstrar mais segurança e assertividade, características que influenciam positivamente suas interações sociais. Revisões científicas publicadas por Mark R. Leary e Roy F. Baumeister também mostram que a percepção que temos de nós mesmos afeta nossos comportamentos, e esses comportamentos contribuem para a forma como somos tratados pelos outros. Em outras palavras, quando mudamos a maneira como nos enxergamos, também tendemos a transformar a maneira como nos relacionamos com o mundo.
