Pular para o conteúdo

Queda de cabelo: o que causa e o que os médicos dermatologistas recomendam

Pessoa com rarefação dos cabelos no topo da cabeça, representando queda de cabelo e redução da densidade capilar.
© Studio Katia Ribeiro

Você percebe muitos fios no banho, na escova ou no travesseiro? Quando ocorre uma queda de cabelo intensa, é natural ficar preocupada, mas existem diferentes explicações. A queda de cabelo feminino tende a se tornar mais frequente com o envelhecimento, e uma revisão de Bertoli e colaboradores, publicada em Dermatologic Therapy, confirma que a incidência da alopecia de padrão feminino aumenta com a idade. Já Vujovic e Del Marmol destacam que os primeiros sinais podem surgir ainda na adolescência, portanto não existe uma idade única em que a queda “começa”.

Entre as principais queda de cabelo causas, estão:

  • Alopecia de padrão feminino, influenciada por fatores genéticos, hormonais e ambientais.
  • Queda de cabelo por estresse, frequentemente relacionada ao eflúvio telógeno.
  • Pós-parto e outras alterações hormonais.
  • Febre, infecções, cirurgias e doenças importantes.
  • Dietas muito restritivas e baixa ingestão de proteínas.
  • Alterações da tireoide.
  • Deficiência de ferro e outros nutrientes em alguns pacientes.
  • Determinados medicamentos.

Queda de cabelo por estresse existe e vitaminas não devem ser tomadas no escuro

A relação entre queda de cabelo e estresse existe principalmente no chamado eflúvio telógeno. Essa é uma condição em que muitos fios entram antes do tempo na fase de repouso do ciclo do cabelo e, depois, caem de forma mais intensa e espalhada pelo couro cabeludo. A dermatologista Sonal Choudhary e colaboradores explicam em uma revisão que essa é uma das causas mais comuns de queda difusa e pode ter diversos gatilhos, incluindo o estresse. Muitas vezes, a queda aparece alguns meses depois do evento desencadeante.

E queda de cabelo: falta de qual vitamina? Não existe uma resposta única. Um estudo com 2.851 mulheres com eflúvio telógeno encontrou alterações como ferritina baixa, deficiência de ferro e, com menor frequência, vitamina B12 reduzida. Isso não significa que toda queda excessiva seja causada por falta de nutrientes. Por isso, antes de buscar vitaminas ou suplementos para queda de cabelo, o ideal é investigar a causa com avaliação médica e exames, quando indicados.

Queda de cabelo: o que fazer segundo as evidências?

Uma revisão de dermatologistas brasileiros liderada por Paulo Müller Ramos, da Unesp, destaca que existem várias terapias para a alopecia de padrão feminino, mas elas possuem diferentes níveis de evidência. O tratamento precisa ser escolhido conforme o diagnóstico, o que funciona para alopecia androgenética não necessariamente trata uma queda provocada por estresse.

Entre as possibilidades estão:

  • Minoxidil: permanece como tratamento de referência para alopecia de padrão feminino e possui evidências de eficácia.
  • Corrigir deficiências: ferro, vitaminas ou outros nutrientes devem ser repostos quando uma deficiência relevante é identificada.
  • Tratar o gatilho do eflúvio telógeno: quando possível, controlar a causa é parte fundamental da abordagem.
  • Outros medicamentos: antiandrógenos e minoxidil oral podem ser utilizados em determinados casos, mas exigem avaliação e prescrição médica.
  • Procedimentos: algumas terapias, como laser de baixa potência e microagulhamento, vêm sendo estudadas, mas indicação e evidência variam conforme o caso.

Por isso, diante de queda de cabelo intensa ou persistente, o melhor primeiro passo não é escolher um suplemento ou shampoo: é descobrir com um médico qual tipo de queda está acontecendo.

Assista abaixo ao vídeo da Dra. Caroline Aguiar, em que ela comenta sobre tratamentos para queda de cabelo. 👇

@dracarolineaguiar

Quando o assunto é queda de cabelo, não existe tratamento “milagroso” que funcione para todo mundo. Cada caso tem uma causa diferente e, por isso, a escolha do tratamento precisa ser individualizada. O que faz muito resultado para uma pessoa pode não ser a melhor opção para outra. O mais importante é identificar a origem da queda e montar uma estratégia personalizada, baseada em evidências e nas necessidades de cada paciente. E você? Já conhecia alguns desses tratamentos? Me conta nos comentários! . . . . Dra. Caroline Motta Aguiar Reggiani Médica Dermatologista • SBD CRM-SP 175434 | RQE 84823 Médica em Portugal • OM-78031

♬ Syncopated Swing – Kairo Vibe

E aproveite para seguir a Dra. Caroline no TikTok para acompanhar mais conteúdos e orientações sobre saúde dos cabelos e da pele.

Cuidados diários que ajudam a proteger os fios

Enquanto investiga a causa, alguns hábitos ajudam principalmente a evitar quebra e agressões adicionais:

  • Evite prender o cabelo constantemente com muita força.
  • Reduza chapinha e temperaturas excessivas.
  • Use protetor térmico antes do secador.
  • Evite dietas extremamente restritivas.
  • Consuma proteínas e mantenha alimentação equilibrada.
  • Não tome vitaminas sem indicação.
  • Trate o couro cabeludo com delicadeza.
  • Observe se a risca do cabelo está ficando progressivamente mais larga ou se surgiram áreas sem fios.

Uma queda de cabelo excessiva, principalmente quando persiste, forma falhas, vem acompanhada de coceira, dor ou redução perceptível da densidade, merece avaliação dermatológica. O cabelo pode cair por inúmeros motivos e, justamente por isso, encontrar a causa costuma ser muito mais importante do que começar tratamentos por conta própria.

✨ Veja mais conteúdos como este
G Seguir no Google
Continue rolando para carregar a próxima postagem...