
O Kimono Topdown em crochê é uma daquelas peças que unem conforto e estilo de um jeito muito natural. Feito com o fio Vellut Amigurumi, da Pingouin, o modelo ganha textura encorpada, toque extremamente macio e um visual aconchegante que combina perfeitamente com produções de meia-estação e inverno.
Criado por Micheli Pacheco, para o Ateliê Pingouin, o projeto utiliza a técnica topdown, em que a peça é construída de cima para baixo, começando pelo decote. Esse método ajuda a visualizar melhor a modelagem durante a execução e torna o processo interessante até para quem está avançando agora em peças de vestuário.
O resultado é um kimono de presença marcante, mas extremamente confortável, perfeito para ser usado sobre blusas, vestidos e produções mais básicas.
Ficha técnica
📐 Tamanhos: P/M e G/GG
🧶 Fio: Vellut Amigurumi
🧵 Agulha: crochê 6 mm
🎁 Nível: iniciante a intermediário
Quando uma peça artesanal combina textura, caimento e conforto, ela deixa de ser apenas complemento e passa a transformar todo o look.
A textura do Vellut Amigurumi faz toda a diferença
Um dos grandes destaques desse kimono está justamente no fio escolhido. O Vellut Amigurumi possui aspecto aveludado e textura chenille, responsáveis por criar uma superfície macia, volumosa e visualmente muito aconchegante.
Com composição 100% poliéster, o fio apresenta 100 g, 110 metros e TEX 909. Apesar de ter sido desenvolvido especialmente para amigurumis, a própria Pingouin destaca sua versatilidade para mantas, almofadas, itens decorativos e, como este projeto demonstra, peças de vestuário.

O efeito fosco também contribui para uma aparência mais elegante, já que a textura se destaca sem depender de brilho excessivo.
O que significa fazer um kimono topdown?
A técnica topdown significa literalmente trabalhar a peça de cima para baixo. Neste projeto, a execução começa pela base do pescoço e segue gradualmente para o restante da estrutura.
Para os tamanhos P/M, por exemplo, a receita começa com 52 correntinhas, além de duas correntes para virar. Os pontos são então divididos entre frente, mangas e costas, com aumentos posicionados entre essas partes para formar a modelagem.
Essa construção é especialmente interessante porque reduz a necessidade de produzir várias partes completamente separadas. Para quem gosta de casacos de crochê, é uma técnica que vale a pena conhecer e experimentar em diferentes projetos.
O topdown transforma a construção da roupa em um processo contínuo, permitindo acompanhar a forma da peça praticamente desde as primeiras carreiras.
Um kimono fácil de combinar
A aparência confortável do fio não impede que o kimono seja utilizado em produções mais elaboradas.
Com jeans e camiseta, ele pode funcionar como uma terceira peça casual e cheia de textura. Sobre vestidos ou conjuntos monocromáticos, o crochê ganha ainda mais destaque e ajuda a criar um contraste interessante entre materiais diferentes.
Outra possibilidade é combiná-lo com peças mais estruturadas. Calças de alfaiataria e acessórios minimalistas, por exemplo, criam um equilíbrio entre o aspecto artesanal do kimono e uma estética urbana.
Para quem gosta de explorar outras possibilidades de vestuário feito à mão, vale também buscar inspirações entre blusas de crochê e perceber como a escolha do fio interfere diretamente no resultado final.
Materiais necessários
Segundo a receita da Pingouin, a quantidade de fio varia conforme o tamanho escolhido:
- P e M: 7 novelos de Vellut Amigurumi;
- G e GG: 9 novelos de Vellut Amigurumi;
- agulha de crochê de 6 mm;
- agulha de tapeçaria;
- 4 marcadores;
- fita métrica;
- tesoura.

O uso dos marcadores é especialmente importante em construções topdown, já que eles ajudam a identificar as divisões da peça e os pontos onde os aumentos precisam ser realizados.
Conforto que também aparece no visual
Peças volumosas nem sempre precisam parecer pesadas. Neste modelo, o fio cria um efeito visual acolhedor, mas o formato aberto do kimono ajuda a manter o conjunto equilibrado.
Isso faz dele uma ótima opção para dias mais frescos, principalmente quando a ideia é adicionar uma camada sem recorrer necessariamente a um casaco tradicional.
Além disso, o crochê traz uma textura que dificilmente seria reproduzida da mesma forma em uma peça industrializada. É justamente essa característica que ajuda a transformar o kimono em uma peça com identidade artesanal e aparência contemporânea.
Vídeo aula do Kimono Topdown
A Pingouin também disponibiliza uma vídeo aula para acompanhar a execução do projeto, além de uma apostila digital com a receita completa.
Para quem está começando a trabalhar com a técnica topdown, acompanhar o passo a passo em vídeo pode facilitar bastante a compreensão das divisões, dos aumentos e da construção geral da peça.
Uma peça que mostra a versatilidade do crochê
O Kimono Topdown mostra como um fio originalmente associado ao universo dos amigurumis pode ganhar uma função completamente diferente quando aplicado ao vestuário.
A combinação entre fio aveludado, construção topdown e modelagem confortável resulta em uma peça que pode ser usada tanto de maneira casual quanto em composições mais sofisticadas.
Também é um projeto interessante para quem deseja avançar além dos acessórios e começar a explorar peças maiores sem entrar imediatamente em construções excessivamente complexas.
Créditos da receita
Artesã: Micheli Pacheco
Receita e materiais: Pingouin / Ateliê Pingouin
A receita completa e apostila digital estão disponíveis no artigo original do Blog Pingouin.

