Pequena como uma azeitona e de cor amarela vibrante, essa fruta tropical carrega um apelido curioso, fruta de ouro. O nome não é exagero de marketing, tem a ver com a cor intensa da casca e também com a riqueza nutricional escondida dentro de um fruto tão modesto em tamanho.
O que é essa fruta pouco conhecida
Chamada de murici, nance ou nanche dependendo da região, ela cresce entre o Brasil e o México, com destaque especial para o Nordeste brasileiro. O sabor é adocicado, com um toque que lembra queijo, e a maturação pode deixar um gostinho levemente azedo, dependendo do ponto da colheita.
A árvore pode chegar a até 20 metros de altura e produz entre duas e quatro mil frutos por safra, mas ainda não existe cultivo em larga escala no Brasil. Por isso, encontrar o murici costuma exigir uma boa garimpada em feiras livres e mercados regionais.
Murici comparado à banana, lado a lado
Para entender de verdade o destaque nutricional dessa fruta, nada melhor do que colocar os números lado a lado com a banana, referência comum na dieta dos brasileiros.
| Nutriente | Murici (100g) | Banana (100g) |
|---|---|---|
| Proteína | Até 3,6% | Cerca de 1,1% |
| Vitamina C | Até 404 mg | Cerca de 9 mg |
| Sabor | Adocicado, lembra queijo | Doce e neutro |
Mais proteína que a banana
O destaque nutricional está na quantidade de proteína, algo incomum entre frutas. Segundo dados da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, o murici pode conter até 3,6% de proteína em sua composição, mais que o triplo da banana.
Essa diferença chama atenção porque frutas costumam ser reconhecidas por carboidratos e fibras, raramente por proteína em quantidade relevante. É justamente esse detalhe que tem levantado o interesse de nutricionistas e pesquisadores em relação ao potencial do murici.
Vitamina C em dose generosa
Além da proteína, a fruta impressiona pela concentração de vitamina C, chegando a 404 miligramas a cada 100 gramas de polpa, valor até quatro vezes maior que a recomendação diária mínima. Essa quantidade supera até frutas conhecidas pela vitamina C, como tangerina e goiaba.
No corpo, a vitamina C fortalece o sistema imunológico, facilita a absorção de ferro presente em outros alimentos e age como antioxidante, combatendo radicais livres que aceleram o envelhecimento das células.
Como aproveitar o murici
O consumo in natura é a forma mais simples de aproveitar os nutrientes, mas a fruta também rende sorvetes, geleias, sucos e até licores em algumas regiões produtoras. Cada preparo realça um aspecto diferente do sabor adocicado e levemente ácido característico da fruta.
Por ser bastante perecível, o murici não aguenta longos períodos fora da geladeira depois de colhido. Quem encontrar a fruta fresca em feiras deve consumir em poucos dias, ou congelar a polpa para aproveitar aos poucos ao longo do ano.
Onde encontrar e como conservar
Vale lembrar que, por ainda não ter cultivo comercial consolidado, o preço e a disponibilidade do murici variam bastante conforme a época do ano e a proximidade das regiões produtoras. Em grandes centros urbanos fora do Norte e Nordeste, encontrar a fruta fresca pode exigir uma busca mais dedicada em feiras especializadas.
Vale a pena buscar essa fruta
Ainda pouco explorada comercialmente, a fruta de ouro é um daqueles achados que recompensam quem tem curiosidade para experimentar sabores diferentes. Entre proteína, vitamina C e um sabor que remete a queijo, o murici reúne motivos de sobra para conquistar mais espaço nas fruteiras brasileiras.
