Você já sentiu um perfume incrível em alguém, apostou que era um importado caríssimo e descobriu que era nacional, comprado por uma fração do preço? Essa cena virou comum no Brasil. A febre dos dupes, as versões nacionais que lembram grifes internacionais, tomou conta das redes e mudou o jeito de comprar perfume.
O que é um dupe afinal
A palavra vem do inglês “duplicate”, mas o significado é mais sutil. Um dupe é um perfume que remete a uma fragrância famosa, com pegada parecida, sem ser cópia nem ter a mesma fórmula. A ideia é entregar uma sensação próxima por bem menos dinheiro.
Vale deixar claro: ninguém promete que o nacional é idêntico ao importado. A semelhança muda de pessoa para pessoa, conforme a pele, o clima e a forma de aplicar. O que existe é uma inspiração no estilo, na construção do cheiro.
Por que isso virou febre agora
A explicação tem nome: preço. A alta dos importados em 2026, somada às taxas e ao câmbio, deixou muitos frascos de grife fora do alcance. As marcas brasileiras viram a brecha e investiram pesado em qualidade.

Empresas como Natura e O Boticário apostaram em tecnologia olfativa de ponta. O resultado são fragrâncias com boa projeção e fixação, que entregam aquela sensação de “perfume bem feito” sem o preço de grife.
Os nacionais mais comentados
Alguns nomes aparecem com frequência quando o assunto é cheiro de importado. Lembrando que são referências citadas por consumidores, e o resultado varia em cada pele:
- Floratta Red (O Boticário): a versão vibrante e floral que muita gente associa ao estilo do Good Girl, da Carolina Herrera.
- Egeo Dolce Colors (O Boticário): doce e amadeirado, no clima dos gourmands internacionais.
- Ilía (Natura): com acordes de uva e baunilha que remetem ao registro do La Vie Est Belle, da Lancôme.
- Linha WePink (de Virginia Fonseca): estourou nas redes e é comparada por usuários a fragrâncias como as da Givenchy.
Como um nacional engana o nariz
O segredo está na construção do cheiro. Os bons dupes têm abertura, meio e fundo bem definidos, com transição suave entre as fases. É isso que dá ar de sofisticação.
O truque mais usado pelas marcas é apostar em notas que soam “caras”. Ingredientes como patchouli, sândalo e fava tonka deixam a fragrância com aspecto elegante, independentemente do preço na etiqueta.
O jeito certo de escolher o seu
Antes de comprar, vale uma regra de ouro: teste na própria pele. O mesmo perfume reage diferente em cada pessoa, e o que fixa bem numa pode sumir rápido em outra.
Sempre que der, experimente na loja física e espere algumas horas. As notas de coração e fundo, as que ficam depois que o álcool seca, são as que revelam se o perfume realmente combina com você.
Como fazer o cheiro durar mais
Achar o perfume certo é metade do caminho. A outra metade é a aplicação. Um truque simples ajuda muito: passe o perfume logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, o que ajuda a fixar as notas.
Aplique nos pontos de pulso, como pescoço, atrás das orelhas e dobras dos cotovelos, onde o calor do corpo difunde o aroma aos poucos. Com o frasco certo e esses cuidados, dá para colecionar elogios e ouvir a clássica pergunta “que perfume é esse?”, sem ninguém imaginar quanto pouco você pagou.
