Quanto cada grau a menos no ar-condicionado pesa de verdade na sua conta de luz

Lucas Sampaio
Lucas Sampaio
Sou apaixonado por transformar ideias em experiências de leitura irresistíveis. Como redator e estrategista de conteúdo, minha missão é conectar informação aos leitores através de textos dinâmicos, úteis e assertivos, há mais de 3 anos no mercado em diferentes nichos.
Mão segurando um controle remoto da marca Daikin direcionado para o ar-condicionado na sala, enquanto a outra mão segura uma conta com gráfico de redução de consumo.
Ajustar o ar-condicionado para 24°C mantém o ambiente confortável e garante uma redução significativa no consumo mensal de quilowatts-hora.

É quase automático. O calor aperta, você pega o controle do ar-condicionado e vai baixando a temperatura, 23, 22, 21, atrás daquele friozinho gostoso. O problema é que cada toque a menos no controle tem um preço, e ele aparece certinho no fim do mês. A boa notícia é que dá pra saber o tamanho desse impacto e encontrar o ponto em que conforto e bolso se encontram.

O preço de cada grau a menos

Aqui está o número que muda tudo. Cada grau que você baixa no ar-condicionado aumenta o consumo de energia em torno de 7% a 8%. Parece pouco, mas a conta vai somando rápido.

Aparelho de ar-condicionado split coberto de gelo e soltando fumaça fria ao lado de uma conta de luz com uma seta vermelha para cima indicando o valor de R$ 1080.
Configurar o aparelho em temperaturas extremamente baixas, como 15°C, sobrecarrega o compressor e dispara o valor da conta de energia de forma desnecessária.

Pense assim: descer de 24 para 21 graus são três graus a menos, ou seja, perto de 20% a mais de gasto só naquele ajuste. O compressor, que é o coração do aparelho, precisa trabalhar muito mais pra manter o ar tão gelado, e é esse esforço extra que pesa na fatura.

A faixa que equilibra conforto e bolso

Existe uma temperatura mágica, onde você fica confortável sem fazer o aparelho sofrer. Essa faixa de ouro fica entre 23 e 25 graus.

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Mão Direcionando Controle de Ar-Condicionado na Sala
A temperatura de 24°C é recomendada por órgãos de saúde e eficiência energética como o equilíbrio ideal entre conforto térmico e economia.

Nesse intervalo, o ambiente fica agradável e o ar-condicionado trabalha de forma equilibrada. O conselho que vale para a maioria das casas é começar em 24 graus e ajustar só se precisar, descendo um grau de cada vez. Na prática, muita gente nem percebe a diferença entre 21 e 24 graus de conforto, mas o bolso percebe, e muito.

O mito do gela mais rápido

Esse erro custa caro e quase todo mundo já cometeu. Chegar em casa no calor e colocar o ar em 17 graus achando que ele vai gelar mais rápido. Não funciona assim.

O aparelho resfria na mesma velocidade, não importa o número que você coloca. Botar 17 graus não acelera nada, só faz o ar-condicionado continuar trabalhando no talo depois que o ambiente já está fresco, gastando energia à toa. O certo é já colocar na temperatura em que você quer ficar.

Quanto isso vira de dinheiro

Pra sair do percentual e ver na conta, vale um exemplo. Um ar-condicionado de 12.000 BTUs ligado 8 horas por dia consome bastante sozinho. Usando a tarifa média de 2026, em torno de R$ 0,82 por kWh, o gasto mensal só desse aparelho já fica na casa dos R$ 200.

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Veja como a temperatura mexe nesse valor:

Ajuste de temperaturaEfeito no consumo
24 graus (recomendado)Base de referência
1 grau a menosCerca de 7% a 8% a mais
3 graus a menosCerca de 20% a mais
Modo econômico, 25 grausConsumo mais baixo

Os valores mudam conforme a tarifa do seu estado e a bandeira tarifária do mês. Em bandeira vermelha, cada grau a menos pesa ainda mais.

Truques que deixam baixar menos o termostato

O segredo não é sofrer no calor, é deixar o ambiente ajudar o aparelho. Quando o cômodo está bem vedado e fresco, você se sente confortável numa temperatura mais alta, e gasta menos sem perceber.

O que funciona de verdade:

  • Feche cortinas e persianas pra barrar o sol que esquenta o cômodo.
  • Vede frestas de portas e janelas pra o ar frio não escapar.
  • Use um ventilador junto, que espalha o ar gelado e deixa subir a temperatura do ar.
  • Mantenha portas de cômodos vazios fechadas, concentrando o frescor onde você está.

Só de usar ventilador junto, dá pra deixar o ar uns graus mais alto sem perder conforto, e isso já corta uma fatia boa do consumo.

O aparelho certo muda o jogo

Por último, vale saber que nem todo ar-condicionado gasta igual. Os modelos com tecnologia Inverter consomem de 30% a 50% menos que os antigos, porque o compressor ajusta a potência em vez de ficar ligando e desligando no susto.

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Se a sua conta vem pesada todo verão, trocar pra um modelo Inverter com selo Procel A costuma se pagar em poucos meses pra quem usa bastante. Combinado com a temperatura certa e o ambiente bem vedado, é a fórmula que mantém a casa fresca sem transformar a conta de luz num susto no fim do mês.

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