
O melasma incomoda milhões de pessoas, principalmente mulheres, por provocar manchas escuras no rosto que muitas vezes afetam a autoestima. Basta abrir o TikTok, o Instagram ou o YouTube para encontrar dezenas de vídeos prometendo eliminar o problema com cremes considerados milagrosos.
Séruns, pomadas e fórmulas clareadoras viralizam todos os dias, sempre com promessas de resultados rápidos. Mas será que esses produtos realmente funcionam ou boa parte disso é apenas marketing?
O que é o melasma e por que ele insiste em voltar?
O melasma é uma alteração da pigmentação da pele que provoca manchas acastanhadas, principalmente na testa, bochechas, nariz e buço. Ele acontece porque algumas células passam a produzir melanina em excesso.
Diversos fatores favorecem o surgimento dessas manchas, como:
- Exposição ao sol.
- Predisposição genética.
- Alterações hormonais.
- Gravidez.
- Uso de anticoncepcionais.
- Luz visível emitida por telas e lâmpadas.
Como esses fatores continuam presentes ao longo da vida, o melasma costuma reaparecer mesmo após tratamentos que clareiam bastante a pele.
O que a ciência diz sobre os cremes para melasma?
De acordo com a revisão sistemática “Topical Treatments for Melasma: A Systematic Review of Randomized Controlled Trials”, publicada na revista Journal of the American Academy of Dermatology, alguns ativos apresentam evidências científicas mais consistentes para auxiliar no tratamento do melasma.
Os ingredientes com melhores resultados encontrados na literatura são:
- Hidroquinona;
- Ácido tranexâmico;
- Ácido azelaico;
- Ácido kójico;
- Cisteamina.
Os autores destacam que a hidroquinona continua sendo uma das principais referências no tratamento, enquanto a cisteamina e o ácido tranexâmico vêm apresentando resultados bastante promissores em estudos mais recentes. Já o ácido azelaico e o ácido kójico também demonstram benefícios importantes quando utilizados dentro de protocolos individualizados e acompanhados por dermatologistas.
Apesar dos avanços, esses estudos reforçam que não existe cura definitiva para o melasma. O tratamento tem como objetivo controlar a pigmentação e reduzir as manchas, sendo que os resultados dependem de fatores comurante o tratamento.
Agora dá uma olhada no vídeo abaixo. O Dr. Ursinho explica a rotina que costuma indicar e também alguns produtos. Aproveita para seguir ele no TikTok!
Sem protetor solar, nenhum tratamento funciona direito
Existe um ponto em que praticamente todos os dermatologistas concordam: nenhum creme consegue controlar o melasma sem proteção solar diária.
Os raios UVA, UVB e até a luz visível estimulam novamente a produção de melanina, favorecendo o retorno das manchas. Por isso, além do uso de ativos clareadores, é fundamental aplicar um protetor solar de amplo espectro todos os dias e reaplicá-lo ao longo do dia. Em muitos casos, os protetores com cor ainda oferecem uma proteção extra contra a luz visível.
Segundo a literatura científica, o protetor solar continua sendo a principal ferramenta para controlar o melasma, evitar novas manchas e manter por mais tempo os resultados conquistados com os cremes e demais tratamentos.
Aviso: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico dermatologista. Para indicação personalizada e segura, consulte um profissional. / Não temos vínculo, parceria ou patrocínio com a marca citadas.
