O ato de receber amigos e familiares para uma refeição ganhou um novo status nos últimos anos. A mesa posta deixou de ser uma exclusividade de eventos formais e passou a fazer parte do cotidiano de quem busca valorizar os momentos de convivência. Dentro dessa tendência, os encantadores sousplats de crochê surgem como protagonistas. Eles não apenas protegem a toalha ou o móvel, mas emolduram o prato e trazem uma camada de textura e cor que nenhuma peça industrial consegue replicar.
Para o artesão, produzir sousplats é entrar em um mercado altamente lucrativo e de giro rápido. Por serem peças menores que toalhas de mesa, permitem uma produção em escala, mas ainda exigem um domínio técnico apurado para garantir que a peça seja funcional e esteticamente perfeita.
1. A funcionalidade técnica por trás do encanto
Diferente de um jogo americano comum, o sousplat (termo francês que significa “sob o prato”) tem regras de etiqueta e funcionalidade. No crochê, essas regras traduzem-se em decisões técnicas:
- Diâmetro ideal: Um sousplat padrão deve medir entre 33 cm e 35 cm. Essa medida garante que a borda trabalhada em crochê apareça ao redor do prato raso, cumprindo sua função decorativa.
- Superfície plana: O maior desafio técnico é garantir que a peça fique perfeitamente reta. Pontos muito apertados fazem a peça “emborcar”, enquanto pontos folgados criam ondas (o famoso efeito “babado”). O equilíbrio da tensão do ponto é o que define um artesão profissional.
- Espessura da trama: O prato deve ficar estável. Por isso, evite pontos muito altos ou relevos excessivos na parte central da peça. O design deve ser plano no centro e detalhado nas bordas.
2. Materiais: o segredo para o acabamento de luxo
A escolha do fio é o que separa um trabalho simples de uma peça de luxo. Para sousplats encantadores, o artesão deve considerar o uso diário e a estética:
- Barbante nº 4 ou nº 6: São as escolhas mais comuns pela estrutura que oferecem. O fio 4 resulta em peças mais delicadas, enquanto o fio 6 entrega um sousplat mais robusto e firme.
- Algodão mercerizado: Para peças “Premium”, este fio é imbatível. Ele possui um brilho que remete à seda e uma definição de ponto extraordinária, ideal para mesas de jantar finas.
- Fios com brilho (Lúrex): Muito procurados para coleções de Natal e Ano Novo. Um fio dourado ou prateado entrelaçado no algodão eleva o valor de venda da peça instantaneamente.
3. Estilos que vendem: do clássico ao boho chic
Para ter sucesso nas vendas, o artesão precisa oferecer variações que acompanhem o gosto do cliente. Atualmente, três estilos dominam as encomendas:
- Estilo Clássico (Ponto Russo): Caracterizado por bordas muito trabalhadas e detalhadas, muitas vezes lembrando rendas antigas. Geralmente feitos em tons de cru ou branco.
- Estilo Mandala: Jogos de cores vibrantes e circulares, ideais para almoços ao ar livre ou decorações descontraídas. Exigem trocas de cores limpas e arremates invisíveis.
- Estilo Boho (Fio de Juta ou Rami): O crochê feito com fibras naturais ou fios que imitam a corda está em alta. Traz um ar rústico e sofisticado para casas de praia ou campo.
4. Estratégias de precificação e montagem de kits
O lucro no crochê de mesa posta está na venda de conjuntos. Raramente um cliente compra apenas uma unidade.
- Venda em Kits: Ofereça conjuntos de 2, 4, 6 ou 12 peças. Crie um desconto progressivo para kits maiores.
- O “Cálculo de Ouro”: Some o custo do material, adicione o valor de suas horas (um sousplat médio leva de 1h30 a 2h30 para ser feito) e não esqueça de incluir os custos de embalagem.
- Valor Agregado: Ofereça o porta-guardanapo combinando com o sousplat. É uma peça minúscula, feita com sobras de fio, mas que aumenta significativamente o valor final do kit.
5. Cuidados e manutenção para o cliente
Educar o seu cliente é parte do serviço artesanal. Como o sousplat fica exposto a restos de comida e respingos, a manutenção deve ser prática:
- Lavagem: Indique lavagem à mão com sabão neutro. Caso use a máquina, reforce a necessidade do saco de proteção para não danificar o bico do crochê.
- Engomagem leve: Para peças que viajam pelo correio, uma leve borrifada de “passe-fácil” ajuda a manter a forma circular e a firmeza da peça ao ser desembalada pelo cliente.
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