Vender crochê é transformar arte, carinho e tempo em renda. Mas muitas crocheteiras acabam cobrando pouco — às vezes nem o suficiente para pagar os materiais. O segredo para viver do artesanato (ou pelo menos lucrar de verdade) está na precificação correta.
A boa notícia? Você só precisa seguir 5 passos simples para definir um valor justo para você e para o cliente.
1. Some o custo dos materiais
Anote tudo que foi usado na peça:
- barbante ou fio
- agulha (depreciação)
- marcadores, cola, acessórios
- enchimento (para amigurumi)
Exemplo: se um novelo custou R$ 20 e você usou metade, contabilize R$ 10.
2. Calcule seu tempo de trabalho
Seu tempo é valioso.
Defina um valor por hora que faça sentido para você (ex.: R$ 15, R$ 20 ou mais).
Depois, multiplique pelas horas gastas.
Exemplo:
2 horas × R$ 20 = R$ 40.
3. Inclua custos extras
Mesmo que pequenos, eles importam:
- energia
- internet
- embalagem
- transporte para levar até o cliente
- taxa de plataforma (caso venda online)
Some um valor simbólico: normalmente R$ 3 a R$ 10, dependendo da peça.
4. Aplique sua margem de lucro
É aqui que você realmente cresce.
Margem recomendada: 20% a 50%.
Fórmula simples:
(Materiais + Tempo + Extras) × Margem
Isso garante crescimento, reposição de estoque e retorno financeiro.

5. Compare com o mercado — e ajuste
Pesquise quanto outras artesãs cobram por peças semelhantes.
Se seu valor estiver muito abaixo, você pode estar desvalorizando seu trabalho.
Se estiver acima, veja se sua peça tem diferenciais (acabamento, fios premium, personalização).
Ajuste sem medo: preço não é só números — é posicionamento.
Seu crochê vale muito mais do que você imagina
Quando você usa uma fórmula clara, deixa de “chutar” valores e passa a trabalhar com segurança. Esse método garante que cada peça paga seus custos, reconhece seu tempo e gera lucro real.
Vender crochê não é só talento manual: é também organização, consciência do próprio valor e profissionalismo. Quando você precifica com justiça, seu negócio cresce — e você cresce junto.