Bolsa de tricô de R$ 1,2 mil para iPhone se esgota no mundo: entenda o fenômeno

Bolsa de tricô de R$ 1,2 mil para carregar o iPhone se esgota nas lojas do mundo e vira símbolo de desejo, polêmica e memes nas redes sociais.

Pessoa usando suéter branco, em fundo claro minimalista, com uma alça de tricô marrom atravessada no peito formando um bolso estreito para carregar o iPhone. – Foto Divulgação Apple

A Apple voltou a movimentar o mundo da tecnologia — desta vez, não com um novo celular, mas com um acessório de moda. Em parceria com a grife japonesa Issey Miyake, a marca lançou o iPhone Pocket, uma espécie de bolsa/alça de tricô para carregar o iPhone que esgotou em poucas horas nas lojas físicas selecionadas e no site da empresa.

Mesmo com o preço que pode chegar a cerca de R$ 1,2 mil, o acessório virou objeto de desejo, filas e memes nas redes sociais. Mas afinal, o que ele tem de especial – além do logo da maçã?


O que é a bolsa de tricô para iPhone?

O iPhone Pocket não é exatamente uma “bolsa” tradicional. A Apple descreve o produto como uma alça vestível em tricô 3D, inspirada em um pedaço de tecido, feita em material elástico.

Na prática, é uma faixa plissada que forma um bolso para acomodar o celular e pequenos objetos, como AirPods, cartões ou protetor labial. O acessório pode ser usado de diferentes formas:

  • atravessado no corpo, como uma bolsa de ombro;
  • preso à própria bolsa ou mochila;
  • segurado na mão, como um mini case fashion.

O iPhone Pocket foi lançado em duas versões:

  • Curta – com oito opções de cores;
  • Longa – em três cores, com caimento mais alongado.

Em ambos os modelos, o material foi pensado para esticar o suficiente para envolver diferentes tamanhos de iPhone. Quando o tecido é puxado, parte do aparelho fica aparente, dando um efeito meio “segunda pele” em tricô.


Preço, onde foi vendido e por que esgotou tão rápido

O preço oficial no exterior varia entre US$ 150 e US$ 230, dependendo do comprimento da alça. Com o dólar por volta de R$ 5,30, isso significa algo entre R$ 800 e R$ 1,2 mil aproximadamente.

Mesmo assim, segundo reportagens de tecnologia, o produto:

  • esgotou em poucas horas no site da Apple;
  • sumiu do estoque de apenas dez lojas físicas autorizadas no mundo;
  • gerou filas em cidades como Nova York, Londres, Milão, Paris, Hong Kong, Tóquio, Seul e Singapura.

No Brasil, o acessório não foi lançado oficialmente, o que só aumenta a aura de item raro e colecionável entre fãs da marca.

Três pontos ajudam a explicar o esgotado relâmpago:

  1. Edição limitada – poucas unidades, poucas lojas e nenhum indício de reposição.
  2. Colab de peso – Issey Miyake é uma grife cultuada no mundo da moda, especialmente pelos plissados e design arquitetônico das peças.
  3. Fanatismo por Apple – colecionadores compram não só pelo uso, mas pelo status e pela possibilidade de o item virar peça de coleção no futuro.
Detalhes Bolsa de Tricô Apple – Foto Divulgação Apple

Polêmica e memes: “meia cortada” de luxo?

Se o estoque acabou rápido, a internet também não demorou a reagir. Nas redes sociais, muitos usuários ironizaram o design e, principalmente, o preço da bolsa de tricô, comparando-a a:

  • uma meia cortada;
  • um pedaço de tecido comum com logo caro;
  • mais um símbolo do consumismo ao redor da marca.

O lançamento reacendeu um debate antigo: a estratégia da Apple de vender acessórios premium com valores altos. Casos clássicos lembrados pelos usuários incluem:

  • o paninho de limpeza de tela de US$ 19;
  • o suporte de monitor de US$ 999, anunciado em 2019.

Entre críticas e piadas, o iPhone Pocket acabou ocupando um lugar curioso: ao mesmo tempo em que é visto como “exagero de marca”, também é tratado como objeto de desejo fashion. Para quem acompanha tanto tecnologia quanto moda, a parceria com Issey Miyake reforça essa leitura de acessório de nicho, pensado para um público que gosta de peças conceituais.


Moda, tecnologia e estilo de vida: por que faz sentido para a Apple

Embora possa parecer “apenas uma alça de tricô cara”, o iPhone Pocket se encaixa em uma tendência clara: a de transformar o smartphone em acessório de moda, não só em gadget.

Hoje, é comum ver:

  • pochetes e bolsas micro pensadas só para celular;
  • cases com alças, correntes e tiras de tecido;
  • capinhas que combinam com o look, e não apenas protegem o aparelho.

Ao se unir a uma marca como Issey Miyake, a Apple:

  • reforça a imagem de objeto de design, não só de tecnologia;
  • se aproxima de um público que valoriza peças minimalistas, arquitetônicas e com forte identidade visual;
  • cria um produto que conversa com a estética do vestuário, e não só com o universo de acessórios tech.

Ou seja, a bolsa de tricô acaba funcionando como um símbolo dessa mistura entre lifestyle, moda e tecnologia – mesmo que, para muita gente, isso pareça apenas mais uma forma de vender caro algo simples.

Moda e Tecnologia – Foto Divulgação Apple

Vai chegar ao Brasil?

Por enquanto, o iPhone Pocket foi vendido somente em um número restrito de lojas físicas ao redor do mundo (dez, segundo a imprensa internacional) e no site internacional da Apple, onde também esgotou. A empresa não anunciou planos de lançamento no Brasil nem previsão de reposição de estoque.

Na prática, isso significa que brasileiros interessados no acessório dependem de:

  • viagens ao exterior;
  • revendedores e importadores;
  • ou alternativas inspiradas no design original, feitas por outras marcas ou até por artesãos independentes.

É bem provável que o modelo inspire versões artesanais em tricô e crochê, com preços mais acessíveis e personalizações de cor, fio e tamanho – abrindo espaço para criadores que queiram surfar na tendência com uma leitura própria.


O que essa história revela sobre consumo hoje

A saga da bolsa de tricô para iPhone de R$ 1,2 mil que esgotou no mundo vai muito além de um acessório bonito ou feio. Ela mostra como:

  • colaborações de moda e tecnologia continuam fortes;
  • a ideia de exclusividade (estoque limitado, poucas lojas, pouco tempo) ainda é um grande motor de vendas;
  • o público está disposto a pagar caro por itens que funcionam como símbolos de identidade e status, mesmo que o produto em si pareça simples.

No fim das contas, o iPhone Pocket virou exatamente o que a Apple costuma criar como ninguém: conversa, debate e desejo – dividido, é claro, entre quem vê apenas “uma meia chique para celular” e quem enxerga um objeto de design que combina com o look e com o feed.

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Com carinho,
Katia Ribeiro
Criatividade, bem-estar e crochê de luxo

🔒 Crédito: Este artigo foi publicado originalmente por Kátia Ribeiro. Reprodução total ou parcial sem autorização é proibida por lei.