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Óleos corporais substituem hidratante? Entenda como ele funciona e saiba como usar corretamente

Pessoa aplicando óleo corporal no braço, deixando a pele com aparência luminosa e hidratada.
© Studio Katia Ribeiro

Você passa óleo depois do banho e sente a pele imediatamente macia e brilhante? É fácil pensar que ele substitui o hidratante, mas óleo e creme não fazem exatamente o mesmo trabalho. Entender essa diferença ajuda principalmente quem sofre com pele seca e sente que a hidratação desaparece poucas horas depois.

Óleo corporal realmente hidrata?

Os óleos atuam principalmente como emolientes e oclusivos, ajudando a manter a pele macia e a reduzir a perda de água. Por isso, sua ação não é exatamente igual à de um hidratante completo.

Em revisão científica, Mohammed D. Al Aboud e colaboradores, pesquisadores da área médica, explicam que umectantes aumentam a água na camada superficial da pele, enquanto oclusivos ajudam a diminuir sua perda. Essa diferença explica por que óleo e hidratante podem funcionar melhor como complementares.

A dermatologista Dra. Hadra Banks explica bem essa diferença

A Dra. Hadra Banks, Cientista, química com PhD, explica que podemos pensar no óleo principalmente como uma maneira de “selar” a hidratação, ajudando a impedir que a pele perca água. Já um bom hidratante pode reunir ingredientes com diferentes funções.

Vale também acompanhar a Dra. Hadra Banks no YouTube, onde ela compartilha dicas interessantes sobre cuidados coma a pele.

Qual é a melhor hora para usar óleo corporal?

Um dos melhores momentos é depois do banho, com a pele ainda levemente úmida. Assim, o óleo ajuda a diminuir a evaporação daquela água presente na superfície.

A literatura dermatológica também aponta que agentes oclusivos apresentam efeito mais pronunciado quando aplicados sobre a pele levemente úmida.

Não precisa deixar o corpo molhado: retire suavemente o excesso de água com a toalha e aplique o produto antes que a pele seque completamente.

Hidratante ou óleo: qual passar primeiro?

Para peles mais secas, experimente esta ordem:

pele levemente úmida → hidratante → óleo corporal.

O hidratante entra com ingredientes que ajudam na hidratação, enquanto o óleo aplicado posteriormente auxilia a reduzir a perda de água.

Isso não significa que todo mundo precise dos dois. Dependendo da pele, um bom hidratante corporal pode ser suficiente.

E agora? Óleo mineral ou vegetal?

O óleo mineral é estável, bastante utilizado em cosméticos e possui ótima capacidade oclusiva. Já os óleos vegetais apresentam composições diferentes conforme sua origem e podem oferecer ácidos graxos e ótimo efeito emoliente.

Mas lembre-se: natural não significa automaticamente mais seguro. Óleos vegetais, fragrâncias e outros componentes também podem provocar irritação ou alergia em pessoas sensíveis.

Quais produtos escolher?

Entre os produtos comentados pela Dra. Hadra Banks estão Johnson’s Baby e Aquaphor em spray, principalmente quando a proposta é oclusão e tolerabilidade. Para quem procura também fragrância e uma experiência sensorial agradável, ela menciona linhas como Natura Ekos e Nativa SPA, do Boticário.

Mais importante do que procurar o “melhor óleo” é observar seu tipo de pele, composição do produto e tolerância às fragrâncias.

Afinal, óleo corporal substitui hidratante?

Nem sempre. Especialmente na pele muito seca, é mais interessante pensar que óleo e hidratante podem ser complementares, e não necessariamente concorrentes.

Se você sente que passar creme sozinho ainda deixa a pele ressecada, experimente aplicar o hidratante depois do banho e finalizar com uma camada fina de óleo. Às vezes, o segredo não está em escolher entre um ou outro, mas em entender como fazer os dois trabalharem juntos.

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