Pular para o conteúdo

Como fazer o anel mágico em crochê de forma prática e fácil: aprenda a técnica para deixar o centro bem fechado

Mão segura uma peça circular de crochê em fio bege ao lado de uma agulha, demonstrando o início do anel mágico.
© Studio Katia Ribeiro

O anel mágico, também chamado de laço mágico, é uma das técnicas que mais recomendo para quem está começando a fazer flores, amigurumis, sousplats e outros trabalhos circulares. E sempre digo a mesma coisa: no início, o movimento dos dedos pode parecer complicado, mas depois que você entende qual fio precisa segurar e qual precisa puxar, ele se torna automático. A grande vantagem é conseguir ajustar o centro depois de fazer os primeiros pontos, evitando aquele buraquinho que pode aparecer quando começamos o círculo com correntinhas.

© Studio Katia Ribeiro

Como eu faço o anel mágico: o segredo começa na maneira de segurar o fio

Eu começo deixando uma ponta de fio relativamente comprida, porque será justamente essa ponta que vou puxar depois para fechar o anel. Passo o fio pelos dedos formando uma volta, sem apertar, e seguro o cruzamento para que o círculo não se desfaça. Em seguida, introduzo a agulha por dentro desse laço, busco o fio que vem do novelo e trago para dentro. Faço uma laçada para prender e pronto: já tenho a estrutura do meu anel mágico. Um detalhe que ajuda muito quem está aprendendo é não tentar deixar tudo apertado desde o começo. O anel precisa continuar móvel, porque ainda vamos crochetar dentro dele e somente depois puxar a ponta para fechar.

O movimento pode ser resumido assim:

  1. Deixe uma ponta de fio sobrando.
  2. Envolva o fio nos dedos e forme um círculo.
  3. Segure o ponto onde os fios se cruzam.
  4. Introduza a agulha dentro do círculo.
  5. Busque o fio que está ligado ao novelo.
  6. Puxe uma laçada para dentro do anel.
  7. Faça a corrente necessária para firmar o início.
  8. Mantenha o círculo aberto para trabalhar os primeiros pontos.

Dica: se o anel escapar toda vez que você coloca a agulha, segure o cruzamento dos fios entre o polegar e outro dedo. Depois de fazer os primeiros pontos, você pode mudar a posição da mão e trabalhar normalmente.

© Studio Katia Ribeiro

Agora vem a parte mais importante: os pontos precisam envolver também a ponta que será puxada

Com o anel montado, faço os pontos indicados pela receita dentro do círculo, trabalhando ao redor das duas partes do fio que formam sua base. Esse detalhe é fundamental. Se você prender a ponta errada ou não deixá-la correr livremente, chegará ao final da primeira volta e não conseguirá fechar o centro. Se a receita pedir seis pontos baixos, por exemplo, faço os seis dentro do anel sem me preocupar ainda com o tamanho do buraco. Quando termino, seguro os pontos com uma mão e puxo devagar a ponta que deixei no começo. Você verá o círculo diminuindo até praticamente desaparecer. É justamente esse momento que faz muita gente entender por que a técnica recebe o nome de anel mágico.

Para não errar, observe estes detalhes:

  • Faça todos os pontos dentro do mesmo anel.
  • Não aperte excessivamente os primeiros pontos.
  • Confira a quantidade indicada na receita antes de fechar.
  • Segure os pontos enquanto puxa a ponta.
  • Puxe aos poucos, observando o centro se fechar.
  • Depois de fechar, continue a próxima carreira conforme o gráfico ou receita.
  • Ao finalizar a peça, arremate a ponta com segurança pelo avesso em vez de simplesmente cortá-la rente.

Atenção: em peças que serão muito manipuladas, especialmente amigurumis, eu gosto de deixar uma ponta generosa e fazer um arremate realmente seguro. O centro fechado fica bonito, mas a segurança da peça depende também de um bom acabamento.

Anel mágico ou correntinhas: quando eu prefiro usar cada técnica?

Eu prefiro o anel mágico sempre que quero um centro realmente fechado, principalmente em amigurumis e flores. Se você começa fazendo algumas correntinhas e fecha com ponto baixíssimo, naturalmente fica um pequeno espaço no meio. Dependendo do trabalho, isso não representa problema algum — e há receitas em que a corrente tradicional funciona perfeitamente. Mas, quando estou fazendo a cabeça de um amigurumi, uma flor com centro compacto ou qualquer círculo em que não quero enxergar aquele furinho inicial, escolho o anel mágico.

Na prática, penso assim:

  • Amigurumi: prefiro anel mágico para conseguir um centro compacto.
  • Flores de crochê: excelente quando quero o miolo bem fechado.
  • Sousplats: pode ser usado quando a receita começa pelo centro.
  • Mandalas: funciona muito bem em construções circulares.
  • Granny squares que começam pelo centro: depende do desenho e do efeito desejado.
  • Projetos que pedem abertura central: nesse caso, as correntinhas podem ser mais adequadas.

Outra vantagem é poder regular a abertura. Não preciso decidir antecipadamente qual será exatamente o diâmetro do centro: faço os pontos e só então puxo o fio até chegar ao fechamento desejado.

Se o seu anel mágico não fecha, provavelmente o problema está em um destes detalhes

Quando mostro essa técnica, percebo que a maior dificuldade não costuma estar nos pontos de crochê, mas na montagem inicial. Às vezes a pessoa faz todos os pontos perfeitamente e, quando tenta puxar, nada acontece. Normalmente isso significa que o fio móvel ficou preso durante a execução. Outro erro comum é cortar a ponta curta demais. Também vejo iniciantes apertando tanto o primeiro laço que mal conseguem introduzir a agulha. Minha orientação é praticar algumas vezes sem sequer continuar a peça: faça o anel, coloque seis pontos baixos, puxe, abra novamente se possível e repita o movimento. Quando sua mão entende a mecânica, você deixa de precisar pensar em cada etapa.

Se alguma coisa der errado, confira:

  • O anel não fecha: verifique se você está puxando a ponta correta.
  • O fio trava: algum ponto pode ter prendido o fio móvel.
  • Os pontos ficam difíceis de fazer: abra um pouco mais o círculo inicial.
  • O centro continua com buraco: segure os pontos e puxe novamente a ponta.
  • O trabalho começa a desmontar: reveja o arremate e não corte a ponta curta demais.
  • Você perde a contagem: coloque um marcador no primeiro ponto da volta.

Minha principal dica para aprender: não tente fazer rápido. Primeiro entenda o caminho do fio. Observe qual parte vem do novelo e qual é a ponta que fechará o círculo. Depois disso, o movimento fica muito mais natural.

O anel mágico parece uma técnica avançada quando vemos alguém executá-lo rapidamente, mas sua lógica é bastante simples: criamos um círculo ajustável, trabalhamos os primeiros pontos dentro dele e puxamos a ponta para fechar o centro. Depois que você domina esses três movimentos, dificilmente esquece — e provavelmente vai querer começar dessa maneira praticamente toda flor, amigurumi ou peça circular que chegar à sua agulha.

Acompanhe a Kátia Ribeiro no Google

Adicione a Kátia Ribeiro às suas fontes preferidas para encontrar nossos novos conteúdos com mais facilidade.

✨ Veja mais conteúdos como este
G Seguir no Google
Continue rolando para carregar a próxima postagem...