
De Zero a R$5 Mil por Mês Com Crochê: A História Real De Quem Conseguiu
Marina trabalhou 4 anos em um escritório de contabilidade. Acordava 6 da manhã, sentava na mesma cadeira até 6 da noite, comia almoço rápido na mesa, e chegava em casa cansada demais para viver. Um dia, em 2022, no meio da pandemia, sua mãe pediu ajuda para fazer um crochê “rápido” para presentear uma amiga. Marina nunca tinha feito crochê na vida.
Hoje, em setembro de 2026, ela ganha R$5.200 por mês fazendo crochê. Trabalha de casa. Acorda quando quer. Não tem chefe. E o mais importante: ela não é um gênio, nem foi sorte.
Como começou (a verdade que ninguém conta)
Marina fez aquele presente para mãe dela: uma bolsa pequena, bem simples, quadrada, em tom pastel. Levou 3 horas porque era lenta. Quando chegou na casa da amiga, a pessoa viu e pediu para fazer dois “iguaizinhos” para vender em uma brechó. Marina aceitou porque estava precisando de grana extra para as contas.
Ganhou R$80 por aquelas duas bolsas. Levou 6 horas de trabalho. Ela achou que era pouco. E era mesmo, numericamente falando. Mas uma coisa aconteceu: as bolsas venderam. Em uma semana. E a pessoa que vendeu no brechó ligou pedindo mais 5 bolsas.
Marina continuou fazendo bolsas para aquele brechó durante 3 meses. Em dezembro de 2022, ganhava R$400-500/mês com aquilo. Não era muito, mas era algo.
Evolução da Renda com Crochê: De R$ 80 a R$ 5 Mil por Mês
O turning point (quando tudo mudou)
No Natal, a dona do brechó sugeriu: “Por que você não vende direto na internet? Você paga a brechó, ganha só pra você”.
Marina criou uma conta no Instagram. Não sabia fazer foto. Usava o celular, luz natural, publicava 3-4 bolsas por semana. Ninguém seguia. Ela postava porque aquela pessoa do brechó pediu para fazer.
Passou uma semana. Nada. Duas semanas. Nada. Mas lá no final de janeiro, alguém comentou “Eu quero uma assim, em rosa”. Marina respondeu, fez a bolsa sob encomenda, entregou, foi sua primeira venda online. Ganhou R$50.
Ela não desistiu. Continuou postando. Lentamente, começou a ganhar 2-3 pedidos por semana. Em fevereiro: R$200. Em março: R$450. Em abril: R$800.
Vou deixar uma postagem com 10 bolsas de croche para voce se inspirar !
Quando deixou de ser “hobby” e virou negócio
Maio de 2023 foi quando Marina pediu demissão do escritório. Ela estava ganhando R$1.500/mês com crochê, mas as encomendas estavam crescendo. Não conseguia fazer tudo trabalhando o dia inteiro em outro lugar.
Ela não disse isso assim, tão rápido. Ficou 2 meses fazendo crochê até as 3 da manhã enquanto trabalhava de dia. Aí chegou num sábado que tinha 12 encomendas para entregar em uma semana e só duas bolsas prontas. Naquela noite, ela percebeu que ou parava de trabalhar no escritório ou perdia os clientes.
Mas aqui vem o ponto real que ninguém fala: ela não sabia se ia dar certo. Ela tinha R$3 mil economizados. Aluguel era R$1.200. Ela pediu demissão mesmo assim.
Junho de 2023: R$2.100. Julho: R$3.200. Agosto: R$2.800. Setembro: R$4.100. Outubro de 2023: R$5.100.
O que ela fez diferente
- Começou PEQUENO (bolsas pequenas, não grandes).
- Não esperou ser perfeita. Primeira bolsa foi feia. Segunda foi melhor. Terceira foi ok. Quinta em diante eram boas.
- Ouviu os clientes. Quando alguém pedia em outra cor ou tamanho, ela fazia e aprendia.
- Postava todos os dias. Fotos ruins, mas consistência.
- Não gastou em publicidade. Ganhou tração orgânica porque as pessoas recebiam as bolsas, gostavam, mostravam para os amigos.
- Manteve o preço baixo até ter experiência. Primeira bolsa: R$30. Hoje cobra R$65-80 porque a qualidade justifica.
- Quando começou a ganhar bem, investiu em materiais melhores e em aulas para melhorar técnica.
Uma nota importante
Marina é um personagem fictício, mas a história é verdadeira na essência. Nos últimos 15 anos acompanhando meus grupos de crochê no Facebook e seguidoras no Instagram, vi dezenas de relatos EXATAMENTE assim. Meninas que começaram com uma encomenda de uma amiga, criaram Instagram, postaram consistentemente, e meses depois estavam ganhando 4, 5, até 6 dígitos por mês.
Os números variam. Alguns levam 6 meses, outros 2 anos. Algumas ganham R$2 mil, outras R$10 mil. Mas o padrão é sempre o mesmo: começam pequeno, não desistem, ouvem quem compra, e crescem organicamente.
Marina não ficou rica da noite para o dia. Levou 17 meses do primeiro R$80 até os R$5 mil. Mas foram 17 meses vivendo da paixão, sem chefe, sem stress. E agora, em 2026, ela tem mais de 2 mil seguidores, lista de espera de 3 meses, e está pensando em contratar uma menina para ajudar com as encomendas.
Se você está pensando em começar, essa é a verdade: não é fácil, mas é possível. E muito mais possível do que você imagina.
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