
O inverno não precisa ser marcado apenas por tons neutros. O casaco colorido em crochê com o fio Baska, apresentado pela Pingouin, mostra justamente o contrário: uma peça artesanal pode unir aconchego, personalidade e uma combinação vibrante de cores em um único projeto.
Criado pela artesã Giovanna Klein, o modelo utiliza diferentes tonalidades em carreiras alternadas, formando um efeito listrado que valoriza a construção manual do casaco. A peça pode ser usada tanto aberta quanto fechada e foi pensada para trazer presença e estilo aos looks de dias mais frios.
Além do visual marcante, o projeto aproveita as características do fio Baska, composto por 100% acrílico e desenvolvido para proporcionar estrutura sem deixar a peça excessivamente pesada. Segundo a Pingouin, sua espessura média e sua textura macia fazem dele uma opção especialmente interessante para casacos, suéteres e outros trabalhos de inverno.
📐 Tamanho: P
🧶 Fio: Baska 100 g
🧵 Agulha: crochê 5 mm
🎁 Detalhes: 4 botões de aproximadamente 3 cm
Um casaco de crochê que faz das cores o grande destaque
O charme desse modelo está na sucessão de tonalidades distribuídas pelo corpo da peça. Para a receita, foram utilizadas as cores Soft, Rosa Bispo, Vino, Imperial, Mare, Tierreno, Bottle e Amazonita, criando uma composição diversificada e bastante expressiva.
A troca de cor acontece a cada carreira, o que produz as listras horizontais características do casaco. Esse recurso relativamente simples transforma a construção em meio ponto alto em algo visualmente muito mais elaborado.
Quando a cor passa a fazer parte da própria construção da peça, o crochê ganha movimento e personalidade sem precisar de pontos excessivamente complexos.
É uma ideia que também abre espaço para personalização. Quem reproduzir o modelo pode seguir a combinação original ou explorar uma paleta diferente, adaptando o projeto ao próprio guarda-roupa.
A simplicidade dos pontos deixa a composição falar
Outro detalhe interessante é que o projeto não depende de uma enorme variedade de pontos para chamar atenção. A parte das costas, por exemplo, começa com 52 correntinhas e segue em carreiras de meio ponto alto, alternando a cor do fio ao longo do trabalho. A receita indica 44 carreiras no painel das costas antes de seguir para a construção da frente.

Esse contraste entre uma construção relativamente limpa e uma paleta mais elaborada é justamente o que dá identidade ao casaco.
Durante as trocas de fio, a própria receita sugere esconder as pontas entre os pontos conforme o trabalho avança. É um detalhe pequeno, mas que pode facilitar bastante a etapa de acabamento depois.
O fio Baska ajuda a estruturar o casaco
Para peças de vestuário como essa, a escolha do fio interfere diretamente no caimento. O Baska possui 175 metros em novelos de 100 gramas, TEX 571 e composição 100% acrílica. Para crochê, a fabricante recomenda agulhas entre 4 e 5 mm.
A espessura média contribui para que o casaco tenha estrutura, enquanto a proposta do fio busca preservar uma sensação macia durante o trabalho e no uso da peça.
Em casacos artesanais, o fio não define apenas a textura: ele participa diretamente do volume, do caimento e até da maneira como as cores aparecem no resultado final.
Neste projeto, o fio também ajuda a destacar cada faixa colorida, criando uma leitura visual muito clara das carreiras.
Uma peça artesanal para fugir do inverno básico
O casaco colorido é uma ótima inspiração para quem gosta de usar o crochê como elemento central do look. Uma peça tão marcante pode aparecer sobre combinações mais simples, como camiseta branca e jeans, deixando que o trabalho artesanal seja protagonista.
Outra possibilidade é escolher uma das tonalidades presentes no casaco e repeti-la em outra peça ou acessório. Dessa forma, mesmo uma produção bastante colorida consegue permanecer visualmente equilibrada.
O resultado mostra como o crochê contemporâneo pode se afastar completamente daquela ideia de que peças de inverno precisam ser discretas ou tradicionais.

Um projeto para brincar com sua própria paleta
Apesar da combinação original ter oito tonalidades, o conceito pode inspirar inúmeras variações. Tons terrosos podem produzir um casaco mais sóbrio; cores pastel deixam o resultado delicado; já contrastes intensos criam uma peça ainda mais divertida.
Essa liberdade é uma das grandes vantagens de projetos baseados em carreiras coloridas. Mesmo mantendo a construção, é possível produzir versões com personalidades completamente diferentes apenas reorganizando os fios.
A mesma receita pode resultar em um casaco totalmente novo quando a crocheteira passa a escolher as cores como parte de sua própria assinatura.
E é justamente essa possibilidade de adaptação que faz do modelo uma referência interessante para quem procura novos projetos de vestuário em crochê.
Vídeo aula do Casaco Colorido em crochê
🎥 ESPAÇO PARA VÍDEO AULA
A receita original disponibilizada pela Pingouin conta também com um vídeo de apoio para acompanhar a confecção do Casaco Colorido, além da apostila digital com as orientações completas do projeto.
Créditos da receita: Casaco Colorido em crochê criado por Giovanna Klein para o Ateliê Pingouin. Receita, apostila e vídeo de apoio disponíveis no artigo oficial da Pingouin.

